domingo, 12 de dezembro de 2010

Hello again, friend of a friend ♪

O lado bom de estar com tanta vergonha a ponto de não conseguir respirar é que uma parte de você pensa: "Não é tão ruim" ou "Não me fudi tanto quanto eu imaginava" Às vezes você cria medos irracionais sobre coisas que tem resolução simples, e complica coisas extremamente fáceis.
Tenho usado métodos pouco convencionais (ô, cê não faz idéia) pra enfrentar meus demônios, mas tem dado certo como nunca deu.
Então me julgue, me xingue, me chute, me bata, ou me elogie, estou saindo da minha máscara, já perdi gente importante demais por esconder o que sinto, e o que sinto agora é vontade de viver, o que não muda nada sobre, por enquanto, eu preferir estar sozinho.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A grande batalha.

Sempre que eu volto à minha cidade natal acontece algo grandioso que me faz refletir por uma semana. E assim foi sábado passado. Estava em uma festa da irmã de um amigo meu, muitos agitos, muitas polineses, muitos drinks. Mas aí então depois de horas de festa acontece algo inesperado, um cara que me odiava desde pequeno sem que eu pudesse saber por que, veio me cumprimentar e me tratou muito bem. Não sei se perdôo ou não, a questão não é essa. O ponto, é que, foi como se todo meu passado tivesse sido apagado, afinal essa era a única lembrança que faltava apagar. Essa semana resolvi enfrentar meus demônios, mas não sabia que isso ia chegar tão longe. No fundo, estou com medo do futuro, não sei o que está por vir agora que posso me reinventar por completo, sem alças que me liguem ao passado. Sou livre, muito mais livre que nunca. Agora é ver o que me espera, e seguir em frente, afinal... Guerra é guerra.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Misantropia

Quando era pequeno eu passava a maior parte do tempo sozinho lendo enciclopédias e coisas do gênero. O lado bom disso é que eu sou culturalmente rico e sei sobre coisas que você não imagina nem como se escreve, a parte "ruim" é que isso me gerou uma certa aversão à pessoas.
Você que me conhece deve achar que eu tenho medo de pessoas, mas você está errado: eu tenho desprezo pela humanidade. Na real, não entendo ela. Quando alguém me fala que está surpreso com um crime brutal eu imediamente penso: "Dã? Estamos falando de humanos, certo?"
Tá, mas você é um cara gentil, como pode dizer que odeia pessoas? Bem meus amigos, existe algo chamado educação e protocolo social. Talvez graças a isso tenho facilidade de cativar pessoas, mas demoro pra deixar elas entrarem na minha vida, quando deixo, simplesmente pelo fato de que eu não confio em ninguém, mas se eu for seu amigo, uma hora ou outra serei extremamente irônico com você, saiba disso.
Eu sei que por causa da minha educação muitas pessoas acham que podem me fazer de bobo, mas é graças à ela que quando tentam me enganar, me seguro pra não dizer: "Olha aqui seu imbecil, eu sou muito mais inteligente que você, e enquanto você vai dormir pensando sobre sua vida medíocre, eu penso sobre se acredito ou não na física quântica."
Claro que esse texto soa meio arrogante, mas num mundo onde as pessoas tem ídolos vazios e se matam por pedaços de metal e papel, talvez isso soe como uma linda sinfonia de Vivaldi.
Mas tudo que eu queria dizer realmente é: por trás desse cara reservado que parece até ser meio bobo existe um cara com opiniões fortes e posições bem definidas.

Tenham um dia cheio de cor.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Londres, Maio de 89 - Parte II

Dois meses se passaram e Catherine estava de volta ao lugar onde tudo terminou, não por mágoa ou rancor, simplesmente porque gostava de observar o Tâmisa e os barcos que nele passavam. Ela caminhou alguns metros pela Chelsea Embankment até a parada de ônibus, seu obejtivo era pegar linha 49 para White City. Não esperou muito, o que foi bom, assim evitava pensar nele, após 15 minutos de viagem chegou ao seu destino: seu apartamento na Kesington Square. Tirou suas sapatilhas, pendurou o seu casaco e sentou no sofá ver um pouco de tv, se divertiu um pouco com o seriado que estava passando, mas se distraiu com o papel de parede da sua sala pouco tempo depois.
Catherine morava num pequeno apartamento, ela gostava disso pois lugares muito espaçosos ampliavam a sensação de solidão, sua sala de estar era adornada com um agradável papel de parede estampado com lnhas que lembravam um grande crochê, na sala ainda havia uma mesa de jantar, um sofá, a TV e uma estante repleta de livros e bibelôs.
Retomou a atenção com o toque do seu telefone, aflita, atendeu rapidamente a ligação. Era a mãe de Cathy - que ligava toda tarde desde que ela foi morar sozinha. Após o telefonema, Catherine pegou um livro e voltou ao sofá, embora concentrada na leitura às vezes se distraia com pensamentos vagos sobre Matt, seu ex-namorado.
A noite chegou e a chuva forte lá fora lhe causou sonolência, seus ultimos pensamentos antes de dormir foram divagações sobre a história do livro e se ele ainda estaria pensando nela, virou-se para o lado e dormiu feliz, ali mesmo no sofá.

Parte I

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Decida-se

Sumiu da minha vida pra nunca mais voltar
Voltou arrependida querendo retomar
Um passado que de verdade nunca existiu
Querendo esquentar agora o que sempre foi frio
Criar do nada um amor nunca sentido
Fala manso como se eu não tivesse sofrido
Queria ao menos poder tocar você de novo
Então lhe perdoar, te redimindo em meu corpo

Achei isso nos meus rascunhos e resolvi publicar, ainda que não faça nenhum sentido pra mim no momento.

Tenham um dia cheio de cor.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

N221008

Fury running through my veins
When I feel so lonely
Distance is the cruelest thing
From all I've ever lived
I wish I could have...

Everyone around me
Everyone around me
Everyone around me
Everyone...

I watch the time go away
When everybody lives
Baby, I'm not so innocent
As you think I am
But if all are so near
Why you're not here?
I wish I could have...

Everyone around me
Everyone around me
Everyone around me
Everyone...

(c)CLS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sob a sombra dos ponteiros

A vida vai passando lentamente
Mas pode te deixar para trás
Se você ocupar a sua mente
Pensando só no dia que virá
Por trás do seu sorriso resplandece
O brilho que se perde em seu olhar
Pois baby enquanto a vida acontece
Você passa os dias a sonhar

Refrão:
O tempo não vai voltar
(Pra te mostrar o que perdeu)
E nem vai parar
(Pra que tu possa entender)
Um dia quem sabe
(Quando você acordar)
Sentirá falta
(De tudo que não percebeu)

Os segundos correm loucamente
E o ponteiro segue a girar
Enquanto você, tão inocente
Segue seu caminho a pensar
Tento te descrever com palavras
Para que eu possa te ajudar
Mas não há o que eu faça
Se você em mim não acreditar

(Refrão)

Tento te descrever com palavras
(Pra te mostrar o que perdeu)
Para que eu possa te ajudar
(Pra que tu possa entender)
Eu não sei se estarei aqui
(Quando você acordar)
Para conseguir te lembrar
(De tudo que não percebeu)

Por: Ciro Lux de Souza