sexta-feira, 25 de junho de 2010

Londres, Maio de 89 - Parte II

Dois meses se passaram e Catherine estava de volta ao lugar onde tudo terminou, não por mágoa ou rancor, simplesmente porque gostava de observar o Tâmisa e os barcos que nele passavam. Ela caminhou alguns metros pela Chelsea Embankment até a parada de ônibus, seu obejtivo era pegar linha 49 para White City. Não esperou muito, o que foi bom, assim evitava pensar nele, após 15 minutos de viagem chegou ao seu destino: seu apartamento na Kesington Square. Tirou suas sapatilhas, pendurou o seu casaco e sentou no sofá ver um pouco de tv, se divertiu um pouco com o seriado que estava passando, mas se distraiu com o papel de parede da sua sala pouco tempo depois.
Catherine morava num pequeno apartamento, ela gostava disso pois lugares muito espaçosos ampliavam a sensação de solidão, sua sala de estar era adornada com um agradável papel de parede estampado com lnhas que lembravam um grande crochê, na sala ainda havia uma mesa de jantar, um sofá, a TV e uma estante repleta de livros e bibelôs.
Retomou a atenção com o toque do seu telefone, aflita, atendeu rapidamente a ligação. Era a mãe de Cathy - que ligava toda tarde desde que ela foi morar sozinha. Após o telefonema, Catherine pegou um livro e voltou ao sofá, embora concentrada na leitura às vezes se distraia com pensamentos vagos sobre Matt, seu ex-namorado.
A noite chegou e a chuva forte lá fora lhe causou sonolência, seus ultimos pensamentos antes de dormir foram divagações sobre a história do livro e se ele ainda estaria pensando nela, virou-se para o lado e dormiu feliz, ali mesmo no sofá.

Parte I

domingo, 21 de fevereiro de 2010

N221008

Fury running through my veins
When I feel so lonely
Distance is the cruelest thing
From all I've ever lived
I wish I could have...

Everyone around me
Everyone around me
Everyone around me
Everyone...

I watch the time go away
When everybody lives
Baby, I'm not so innocent
As you think I am
But if all are so near
Why you're not here?
I wish I could have...

Everyone around me
Everyone around me
Everyone around me
Everyone...

(c)CLS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sob a sombra dos ponteiros

A vida vai passando lentamente
Mas pode te deixar para trás
Se você ocupar a sua mente
Pensando só no dia que virá
Por trás do seu sorriso resplandece
O brilho que se perde em seu olhar
Pois baby enquanto a vida acontece
Você passa os dias a sonhar

O tempo não vai voltar
(Pra te mostrar o que perdeu)
E nem vai parar
(Pra que tu possa entender)
Um dia quem sabe
(Quando você acordar)
Sentirá falta
(De tudo que não percebeu)

Os segundos correm loucamente
E o ponteiro segue a girar
Enquanto você, tão inocente
Segue seu caminho a pensar
Tento te descrever com palavras
Para que eu possa te ajudar
Mas não há o que eu faça
Se você em mim não acreditar

Tento te descrever com palavras
(Pra te mostrar o que perdeu)
Para que eu possa te ajudar
(Pra que tu possa entender)
Eu não sei se estarei aqui
(Quando você acordar)
Para conseguir te lembrar
(De tudo que não percebeu)

Por: Ciro Lux de Souza